Os momentos mais importantes são aqueles que não precisam de nenhum registro que não seja a memória. Um sorriso carinhoso, os primeiros passos de um filho, um abraço aconchegante em um momento difícil, a primeira vez que você ouviu aquela música especial, um cheiro, um gosto, um toque.
Há coisas que não tem como ser capturadas por uma lente, apenas pelos sentidos e essas ficam guardadas. Não amarelam, não dão mofo, não correm risco de serem rasgadas ou perdidas. É nessas horas que a gente se dá conta de que é preciso viver o momento a fundo e não dar importância a certas coisas materiais. Claro que lembranças são ótimas, mas nem sempre são necessárias.
Lembrar de algo positivo, algo gostoso, de apenas um gesto de alguém, muitas vezes nos faz tão feliz ou mais do que uma foto, vídeo ou qualquer outro registro. A memória não tem tamanho limitado, nela fica tudo de mais importante e sensível que vivemos em algum espaço de tempo de nossa breve vida. E é por isso que a memória é algo tão sensacional. Já diria o dicionário:
sensacional
adj. 2 g.
Relativo a sensação e que produz sensação.
E
sensação
s. f.
1. Impressão produzida pelos objetos exteriores num órgão dos sentidos, transmitida ao cérebro pelos nervos, onde se converte em ideia, julgamento ou percepção.
Tem algo mais sensacional que a memória? Acho que não. Às vezes a gente produz uns pensamentos meio loucos e que nos amedrontam, mas é como eu costumo dizer: pensamentos perdidos e confusos, mas guardados. É o que importa de verdade, que tudo fique guardado. A única coisa ruim é quando a gente quer esquecer e não consegue. É triste, mas a memória não é seletiva. Nada é perfeito, ainda mais vindo do ser humano.
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