terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Pra lembrar

Lembro de um jazz, umas cervejas e uma caminhada por um centro histórico que por muitas vezes é esquecido na correria cotidiana. Lembro de metal, muitos copos e garrafas de água. Lembro de um grande cozinheiro, especialidade: ravióli. Acompanhando um vinho Concha y Toro. Lembro de duas tatuagens pretas, lacinhos de cabelo e um jeito enrolado de falar. Lembro de umas paredes rabiscadas em Botafogo e de uma foto da Redley de Ipanema. Lembro de um primeiro slide capenga e que o melhor remédio pra dor de cabeça é tomar uma água e olhar pela janela. Lembro de um violão e de poesia na Praia Vermelha. Lembro de grandes mestres do prog, kitesurf e uma prainha. Lembro de momentos de tensão e de momentos de doideiras. Lembro de muita gente bonita em night alternativa. E por último, por incrível que pareça, lembro de um suquinho.

Eu gosto de escrever pra não esquecer.

domingo, 6 de novembro de 2011

Dia de tirar o casaco de flanela do armário - PJ20

Acabo de chegar do show do Pearl Jam, 06/11/11, Rio de Janeiro, Apoteose. Nunca fiz um post no blog sobre um show, mas como esse blog é só "Mais espaço pra mim" e esse show me inspirou muito, resolvi me desafiar a falar de um show pela primeira vez na vida.

Começou com a faixa "Unthought Known", a princípio calma, mas logo encorpada. Ela veio para nos avisar: "O Pearl Jam está no palco! Sim, essa é a voz do Eddie Vedder!". Que voz! Uma das vozes mais bonitas, peculiares e marcantes do rock de todos os tempos (deixo claro que é uma opinião minha). Em seguida contamos com "Last Exit" e "Blood" que nos lembram que estamos num show de grunge. Aliás, quantos grunges! Onde eles se escondem? Questionamentos que fizemos ao chegar no ambiente. Voltando ao show, aparece "Corduroy", "Given To Fly", "Nothingman", "Faithful" e pra levar a galera ao delírio como primeiro vestígio do álbum "Ten" surge "Even Flow"! Ai aquela velha frase vem a sua cabeça "Grunge is not dead!"

 "Daughter", sua linda! Essa música veio pra me deixar mais feliz do que eu já estava.  "Habit", "Immortality" (linda),  "The Fixer",  "Got Some" e você não consegue deixar de ficar encantado por um segundo. "Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town", ai você pensa que vai morrer de vez! Como se não bastasse, começa "Why Go", nessa hora pulos e delírios por toda parte. E então "Rearviewmirror". Esqueci de comentar o quão simpático é o Eddie Vedder e o quão fofo foi falando quase tudo em português. No início do show ele diz "Oi! Oi galera!". 

"Just Breathe" e "Come Back" e muita gente emocionada. Agora Pearl Jam vem nos brindar com Ramones, "I Believe In Miracles"... Acho que esse dia fez com que eu realmente começasse a acreditar em milagres. "State Of Love And Trust" e sua gostosa batidinha no violão inicial e "Of The Earth"com empolgação e mais empolgação!

Nesse momento começa uma sequência mortífera: "Do The Evolution" (me remete a coisas boas do passado), a tão aclamada "Jeremy" e você vê seu amigo entrando em transe. Pós-Jeremy sinto algo estranho, penso e comunico: "Não sei o que vai acontecer, mas tô sentindo que vou entrar em transe AGORA, tô com uma sensação estranha, algo bizarro ocorrerá." E então começa "MOTHER" do Pink Floyd!!!!!!! Minha relação com o prog é realmente fora do comum. Eu o sinto. Não fui pra esse show esperando por isso, Pearl Jam me deu mais do que eu esperava! E então entra em cena a maravilhosa "Better Man" e a emoção vem a flor da pele, as lágrimas começam a rolar, todos cantam e você pensa como a vida é algo especial e como momentos como aquele devem ser preservados em sua memória até o fim de seus dias. Como se não bastasse, "Black" e ai surgem os arrepios. Coro mais lindo e afinado que já vi. "Alive"! Sim, cheguei nessa parte do show e "I'm still alive". E "Rockin´ in a Free World", música do querido Neil Young que amo de paixão e já rolou muitas e muitas vezes no meu som. "Indifference" para apreciar e sentir a bela voz de novo. Essa música faz você "viajar", muita coisa passa pela sua cabeça. E pra fechar com chave de diamante "Yellow Ledbetter". Sensação de dever cumprido. Um domingo que deixou de ser um domingo e passou a ser um dia especial que será lembrado por todas as pessoas presentes na atmosfera Apoteose naquelas horas.

 Obrigada Pearl Jam.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Seria mais uma de amor?


A sua face lembra a de um anjo. Seria um anjo mau ou um anjo bom? Quero descobrir. Cada detalhe... é tudo tão perfeito. Você existe mesmo? Não me diga que não. Se for um sonho, não tenho pretensão alguma de acordar. Aqui no céu, sua beleza reina e ofusca tudo a minha volta a ponto de só conseguir enxergar você. Aliás, existe doença no céu? Começo a acreditar que sim. Seria você uma doença? A minha doença? Se for, quero sentir essa dor eternamente. Essa doença me faz sentir cada vez mais viva. Estou viva novamente, viva para algo que achava que estava morto. Estou viva mesmo nos céus! Eu sinto de novo! Sinto dor, sinto amor, sinto cor. Realmente, sinto cor! Está tudo mais colorido. Acabaram os tons acinzentados que permeavam minha visão. Se é um sonho, obrigada pela sensação do sonhar. Sonhar dormindo. Sonhar acordada. Sonhar de novo. É o início do ciclo que pode estar perto do fim ou apenas começando, mas o importante é que o ciclo existe. Interessante notar que eu ainda existo.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sobre rock e amores ausentes


Sabe... eu gosto dessa liberdade. Eu amo esse desapego. Tudo é tão alegre, relaxante, cativante... Os problemas não existem. Mas até que ponto o problema é realmente um problema?
Ahhh.... que doce sabor tem essa liberdade.... Acordo todo dia sem preocupações, ligo o som e ouço o ardente rock pesado matinal. Os riffs do Dimebag são sempre contagiantes.... ouço cada música como se fosse a primeira vez e fico impressionada com a forma que aqueles mesmos riffs me fisgam como se jamais os tivesse ouvido outrora. Meu dia sempre conta com uma boa dose de Pain of Salvation, aquela banda que me fez descobrir um novo eu, um novo “BE”. É com prazer que há espaço para o bom e velho Rock Progressivo acompanhado do Hard Rock e suas cabeleiras esvoaçantes. Metal progressivo também se faz presente na minha mistura. Conto com Slayer e Sepultura nos momentos de ódio. Músicas românticas passam correndo de vez em quando... quem sabe Still Loving You do Scorpions, Forever do Kiss, This Heart of Mine do PoS, Is This Love do Whitesnake.... Nas noites, eu viro Disco Queen (PoS) e danço até o amanhecer... Matanza aparece com Bom é Quando Faz Mal nos momentos de remorso. Como uma boa menina, eu também ouço Alanis e Foo Fighters. Na solidão, ouço High Hopes do Pink Floyd.... percebo como uma música pode alcançar a perfeição sem muita frescura e tenho vontade de brindar à existência do The Division Bell. Espero que o Jazz e o Blues me acompanhem para sempre também, quero ser aquele tipo de velhinha descolada. Quando me sinto louca, ouço System of a Down. Toda essa música é minha companhia. Haveria outra melhor? Há quem diga que sim. Há quem diga que não.
Ahhhh.... a amada liberdade.... Sair pelas ruas, vento batendo no rosto sem saber o que o espera, com o velho som no ouvido... que sensação de reconstrução constante. O desapego é delicioso, mas no final, eu percebo que quero a sorte de um amor tranqüilo com sabor de fruta mordida.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Das coisas que eu preciso aprender/ser/fazer na vida

Aprender a cantar
Ser mãe
Aprender a voar
Falar muitas línguas
Entender todos os anseios da minha mãe
Mudar o mundo
Ajudar quem precisa
Fazer o bem
Dar bons conselhos pra minha afilhada
Encontrar alguém que faça com que eu acorde sorrindo todos os dias
Ser professora
Ser turismóloga
Conhecer a Côte d'Azur
Ouvir mais Pain of Salvation
Dançar tango
Mergulhar
Não ter vontade de enforcar o meu irmão
Deixar de ser lerda
Gostar mais de mim do que dos outros
Viajar o Brasil
Fazer pole dance
Deixar de ser teimosa
Aprender a cozinhar
Comprar um apartamento em Ipanema ou em Santa Teresa
Homenagear meus avós numa tatuagem
Aprender a desistir dos amores platônicos e se fixar no real
Tocar guitarra direito
Saber tudo de graffiti

Daqui a uns anos eu volto aqui pra ver o que eu consegui!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Reflexões na madrugada

Não precisa rimar, precisa sentir
Fluir, diluir, se deixando levar
Sem dor, sem cor, sem o amar
Efêmero amar... Suave sabor de saudade no ar
Seu gosto dói, mas é bom quando a lembrança se reconstrói
E se perde no tempo de novo, distante a sonhar
Aliás... lembro do tempo que sabia o que era sonhar
Sobram hoje tempos turvos de tórrida tempestade
Mas eu tento e consigo continuar
mesmo que me fraqueje o andar
e minha boca não consiga salivar
E que pense que pra sonhos não mais tenho idade
e que das coisas não sinto a intensidade
Ainda assim caminho rumo ao fim, ou seria um começo?
Começo do novo, começar de novo
Fecho o ciclo, saudade, tempo, sonho e mito
Mas a verdade é que o ciclo nunca se fecha,
apesar desses versos terem chegado ao fim.


Igor Freitas e Fernanda Figueira

(Poema feito por mim e Igor Freitas)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Sobre o acordar

Acordei, mas meu corpo ainda parece estar adormecido. Meus olhos estão abertos, mas minhas pálpebras pesam. Pensei ter tido um sonho, mas acho que foi só uma ilusão. A verdade é que o corpo pesa e a mente também. Cada passo dado torne-se um grande esforço. Olhares são cada vez mais sem rumo e isso faz dos passos sem rumo também. Os rostos me parecem todos iguais. Não distingo mais o diferente. Não sei o que é a dor, mas também não sei o que é o amor. E mesmo diante disso tudo, sigo.

quinta-feira, 31 de março de 2011

O doce da vida

O doce da vida é a capacidade do ser humano se apaixonar diversas vezes. Conhecer várias pessoas. Experimentar. Sentir gostos, cheiros e toques e ter o direito de gostar e desgostar disso. Direito de calar, chorar e sonhar. E acima de tudo, o direito de não se arrepender de nada. Pois apesar do mais amargo que possa ser o seu gosto às vezes, no final, ela sempre será doce.

domingo, 27 de março de 2011

DEVASSALADORAS

Eu e Roberta Dittz em um momento de criação, "devassidão", diversão e sátira. Espero que se divirtam tanto quanto nós nos divertimos ao fazê-lo.

terça-feira, 1 de março de 2011

SINTA... (Undertow)

A vida é realmente complicada. Um dia somos felizes, no outro somos tristes. Na verdade, acho que a palavra certa para a vida não é complicada, mas sim “imprevisível”. E é essa imprevisibilidade que nos faz tão frágeis, covardes e vulneráveis. Temos medo de arriscar, de fazer, diria até mesmo de viver! Pensamos muito antes de agir, pensamos nas coisas “imprevisíveis” que podem surgir no nosso longo e conflituoso caminho. Para que pensar tanto? Como o nome já diz: imprevisível! Não tente prever o futuro, por mais que queira, não conseguirá. Temos medo de sentir, medo de se entregar, medo de ser feliz. Cansei! Cansei de ter medo. E você? Somos humanos, não devemos ter medo do que por lei deve ocorrer com nossos corpos e mentes. Nós sentimos sim! Mas a coisa é tão complicada... Você percebe? Somos humanos e por isso sentimos, mas temos medo do “sentir”!? Não tenha medo! Sinta! Sinta o bem, sinta o mal, sinta a vida, simplesmente sinta! Sinta os sons, as cores, a alegria, a tristeza. Sinta com intensidade. No final, você terá a certeza do “eu vivi, eu senti”. Por mais que as coisas não dêem certo, tenha certeza de que vai sentir intensamente cada momento. Esse verbo “sentir” é forte mesmo, dá para falar sobre ele horas a fio. Por isso encerro minha fala e peço que você somente SINTA. Não tenha medo, seja "contracorrente".

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Ao Rio de Janeiro...

   Não nasci, não cresci e até pouco tempo não conhecia o Rio, mas é incrível o como eu me sinto "Rio de Janeiro". É um sentimento de pertencimento curioso. Não sei se se deve a paisagem maravilhosa que me cerca ou se é o jeito acolhedor do povo carioca. Sei que tudo nesta cidade me faz sentir cada vez mais "Rio de Janeiro". Cidade de diversidade, cultura, arte e sonhos. Lugar de cores, amores, sinestesias e encantamentos. Não há quem não se deslumbre com tamanha beleza e riqueza. Local de povo simples que nunca deixa de acreditar nos seus sonhos. Eu acredito nos meus sonhos, por isso me sinto Rio, sou Rio, amo Rio. Acho que virei carioca.