terça-feira, 23 de julho de 2013

She likes to Hide - Pain of Salvation - No Pole Dance!!!

Hoje vim compartilhar uma dança no pole dance com a música "She likes to hide" do Pain of Salvation! Viva o Pole! Essa dança/esporte que veio para ficar na minha vida!!!

http://www.youtube.com/watch?v=69EDRgWIlao

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Desde quando o homem pinta as paredes? Um pouco da origem do Graffiti atual!

Pinturas Rupestres
De acordo com a história da arte, os primeiros registros de graffiti que podemos encontrar são as pinturas rupestres que representavam animais, caçadores e símbolos. Os materiais utilizados nas confecções de tais pinturas eram terras de tonalidades diferentes, sucos de plantas, ossos fossilizados ou calcinados, misturado com água e gordura de animais. Já diria Maurício Villaça: “Desde a pré-história, o homem come, fala, dança e graffita.” As tribos marcavam o seu território, o que não difere muito das "tribos urbanas" atuais que começaram a demarcar seus territórios com seus graffitis que atualmente já evoluíram para uma forma de expressão artística. Há uma curiosidade interessante: alguns autores ainda relacionam a semelhança das tribos antigas com as atuais em caráter comportamental. Os grafiteiros imprimem tatuagens no corpo, marcam-se com escoriações, colocam objetos perfurantes no corpo como piercings, alargadores, dentre outros, o que nos remete a comportamentos dos homens primitivos. Com relação às cores das tintas, em geral, elas são conseguidas adicionando pigmentos a uma base de tinta neutra, uma forma moderna para a antiga mistura de pigmentos com secreções.
Túmulo do Faraó Tutancamon
Na antiguidade, os túmulos dos faraós egípcios representaram um novo momento da pintura mural. Momento este em que os traços não eram mais espontâneos como os dos primitivos, mas sim elaborados. 
O Extremo Oriente, Índia, China e os povos mediterrâneos também utilizaram essa função de expressão artística. Em Pompéia, a inscrita nos muros foi preservada pela erupção do vulcão Vesúvio. Essas inscritas continham xingamentos, propagandas políticas e até mesmo poesias.
 Na Idade Média, muros de conventos eram pichados por padres que pertenciam a conventos rivais com o objetivo de expor ideologias, criticar doutrinas contrárias e difamar governantes.
Chegando ao século XX, temos as técnicas de pintura mural sendo utilizadas por pintores mexicanos. O intelectual revolucionário José Vasconcelos, após uma série de golpes de Estado, sobe ao poder e convida Diego Rivera, José Clemente Orozco e David Alfaro Siqueiros para executar enormes murais. 
  Em 1905, o pintor Bernardo Carnada de pseudônimo Dr. AIL publica um manifesto defendendo a necessidade de uma arte pública. Em Barcelona, após quinze anos, Siqueiros fez um apelo aos artistas americanos para que todos promovessem uma arte capaz de chegar às multidões.  Ele diz: “Pintaremos os muros das ruas e das paredes dos edifícios públicos, dos sindicatos, de todos os cantos que se reúne gente que trabalha.”
  Nos anos 50, no Brasil, vários murais que narravam à história e a arte brasileira encontravam-se nas fachadas dos edifícios.
 Em 1968, com a revolta estudantil em Paris, o spray foi utilizado para protestar contra as instituições universitárias e manifestar a liberdade de expressão.
Muro de Berlim
O muro de Berlim, construído no início da década de 1960, possuía seu lado ocidental, encabeçado pela democracia capitalista dos Estados Unidos, tomado por pichações e graffiti de protesto contra o muro. Já seu lado oriental, era limpo e de pintura intacta sob o controle do regime socialista da União Soviética.  
No final de 1969 e início de 1970, as ruas de Los Angeles estavam repletas de pichações que tinham o objetivo de demarcar a disputa territorial pelo tráfico de drogas entre as violentas gangues Bloods (representada pela cor vermelha) e Crips (representada pela cor azul) .
  Muitos autores defendem que todos esses dados sobre muralismo somados à Pop Art teriam dado origem ao graffiti atual. Porém, temos a vertente que explica a origem do graffiti através da cultura Hip Hop.
No final da década de 60, em Nova Iorque (Estados Unidos), as condições sociais e políticas vigentes no período acabaram promovendo um contexto de rebeldia e auto-afirmação perante as instituições estatais.  Destas condições emergiram novas formas culturais, propiciadas pelas minorias marginalizadas que viviam nos guetos da cidade, quebrando os mecanismos de controle social em atuação. Uma dessas formas culturais foi a cultura soul, que viria influenciar diretamente a cultura Hip-Hop, como um movimento de cultura juvenil.
Dj Afrika Bambaataa
 O termo hip-hop foi criado pelo Dj Afrika Bambaataa e ele idealizou a junção dos elementos que compõem o movimento: o RAP – Rhythm and Poetry (música), o Breakdance (dança) e o Graffiti (arte plástica).  
O Rap surgiu como um estilo musical que tem uma forma de narração ritmada, originada do canto falado da África Ocidental e adaptada à música jamaicana da década de 1950. Foi também influenciado pela cultura americana dos guetos no pós-guerra. As letras das músicas denunciam a exclusão social e cultural, discriminação racial e violência policial através de longas descrições do dia-a-dia.
O Breakdance tem características específicas na expressão corporal. É realizado através de passos simétricos, dançado na vertical e horizontal, selecionando superfícies lisas e escorregadias. A dança foi inventada por porto-riquenhos insatisfeitos com a política e a guerra do Vietnã, com performances que imitavam os helicópteros de guerra e soldados que voltavam mutilados. Dançada pelos B-BOYS, ela já atingiu popularidade comparável a outras danças modernas.
O Graffiti, como os demais elementos, também surge como forma de manifestação, sendo uma expressão gráfica e plástica realizada por jovens. Surgiu em Bronx, bairro de Nova Iorque, onde os jovens escreviam e pintavam com tintas e spray em diferentes superfícies para passar mensagens para a sociedade. Acabaram por originar uma nova terminologia e uma nova linguagem icônica e textual.  Há quem defenda como eu já disse antes, que esta manifestação artística emergiu dos resquícios da Pop Art.
Eu com graffiti do grafiteiro ACME em Botafogo, Rio de Janeiro
A cultura Hip-Hop chegou à Europa nos anos 70, trazida por turistas curiosos sobre a expressão. Na década de 1980 se evidenciou na Europa como expressão cultural plenamente desenvolvida. Em Lisboa (Portugal), surgiu nos anos 90, se expandindo para a periferia e para centros urbanos como também ocorreu em outros locais. 
Em breve farei um pequeno post dando enfoque a história do graffiti no Brasil. E vamos curtindo os muros!



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Falando de paixão

Paixão não tem perfil, acontece e pronto. Até e principalmente quando a gente não quer.

Paixão é passageira, assim como todo o resto.

Paixão dói, mas sara, assim como todo machucado. Difícil mesmo é se livrar das cicatrizes.

Paixão faz com que lágrimas caiam em rostos que não merecem sequer uma gota.

Paixão te destrói ao mesmo tempo que reconstrói.

Paixão é gostosa, te faz sonhar acordada.

Paixão seduz, conduz e te reduz a nada, pois não há o que fazer.

Mas o pior da paixão é quando ela vira amor, pois se tratando de amor, ninguém é normal.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Graffiti e turismo?

          Resolvi escrever sobre algo que gosto muito, uma de minhas paixões, mas que até então não tinha espaço nesse blog por causa da minha cabeça perturbada. Vou falar um pouco sobre graffiti e relacioná-lo com o turismo (como boa turismóloga e amante de arte que sou. haha). Bom, ele é uma manifestação artística que ao meu ver pode ser considerada um atrativo turístico como demais manifestações existentes. Para quem não sabe e acredito que muita gente não saiba sobre esse tipo de definições, um atrativo turístico é todo lugar, acontecimento ou objeto que determina a seleção, por parte do turista, do local de destino de uma viagem, ou seja, gera uma corrente turística até a localidade. A partir do meu interesse pelo graffiti, resolvi pesquisar sobre locais grafitados que geram fluxo turístico e tive felizes surpresas. Vou citar uns exemplos. 

The Wynwood Walls
Temos a The Wynwood Walls, em Miami, que é uma galeria de arte inaugurada em 2009 e rodeada de murais grafitados por artistas de rua de várias nacionalidades. Dentre eles, contamos com a presença dos brasileiros Os Gêmeos (Gustavo e Otávio Pandolfo) e Nunca. Há graffiti do japonês Aiko, do grego Stelios Faitakis e dos americanos Clare Rojas e Kenny Scharef no local. Característica importante a ser contemplada aqui é o fato de galerias de arte e restaurantes virem se instalando no local que atrai visitantes, estimulando ainda mais o fluxo turístico. Mais informações (http://thewynwoodwalls.com/).

Castelo de Kelburn
             Na Escócia, o Castelo de Kelburn exibe em sua fachada um colorido e psicodélico graffiti feito por artistas brasileiros no ano de 2007. O conde de Glasgow convidou quatro artistas (Os Gêmeos, Nunca e Nina) para fazer a obra de arte em parte da construção em caráter temporário. O Projeto Grafite gastou 1,5 mil latas de tinta spray para decorar a construção do século 13. O mural se tornou um grande atrativo para visitantes, sendo o castelo um dos símbolos da Escócia, presente em folhetos promocionais do país, cartões postais e camisetas, mas seu período de existência conforme planejado era de três anos e chegou ao fim. O dono do castelo, Patrick Boyle, escreveu para o Historic Scotland, entidade governamental que assessora os órgãos públicos do país responsáveis por edifícios históricos, pedindo para que a obra continue no local devido a todo o sucesso gerado. O que atraia os visitantes para a região anteriormente eram as trilhas no meio do mato e o contato com a natureza, mas depois da pintura do castelo, o número de turistas aumentou em cerca de 20%.

 Museu Aberto de Arte Urbana - Avenida Cruzeiro do Sul
Em São Paulo, foi criado um Museu Aberto de Arte Urbana na Avenida Cruzeiro do Sul. A iniciativa ocorreu após alguns grafiteiros terem sido presos por estarem pintando as pilastras do metrô do mesmo local, porém sem autorização. Após a prisão, os grafiteiros apresentaram um projeto maduro para a Secretaria de Cultura de São Paulo e receberam apoio. Ao todo são sessenta e oito murais que ocupam o trecho das estações Santana, Carandiru e Tietê.

Casa-tela de Origem histórica do Cantagalo
Nas favelas Pavão, Pavãozinho e Cantagalo, situadas na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, existe o circuito das Casas-Tela.  Trata-se de uma Galeria de Arte a Céu Aberto na Favela. As obras de arte contam a história e memórias das três favelas que compõem o território, desde os escravos fugidos que se acoitavam no Maciço do Cantagalo, as primeiras construções de barracos nos anos de 1907, até os dias de hoje, quando 20 mil moradores domiciliados nesse novo museu territorial a céu aberto lutam contra a segregação social das favelas no contexto da Cidade do Rio de Janeiro e pela sua inclusão funcional urbana e sócio-econômica  no contexto de Ipanema e Copacabana,  destinos turísticos internacionais do Rio de Janeiro.

Bambas da Lapa

        Existe ainda um caso recente no Rio de Janeiro: o paredão de 300 m² onde foi confeccionado um painel, em frente aos Arcos da Lapa (coloquei uma foto minha! haha). A iniciativa faz parte do programa de revitalização da área. Os grafiteiros fizeram desenhos que representam os símbolos da região, como o boêmio e o malandro e este painel, além de revitalizar tem como objetivo divulgar a arte do spray e deixar o local mais bonito para receber turistas.



Todos esses casos citados mostram como o graffiti tem sido difundido como arte das ruas e manifestação que revitaliza. A arte por si só atrai e o graffiti é uma arte que revitaliza e além de tudo, uma arte acessível que se encontra no espaço público, nos grandes centros urbanos, que de maneira geral, são grandes receptores de turistas. O seu reconhecimento como atrativo turístico agrada aos artistas e aos turistas e já existem roteiros sendo vendidos por agências de viagens. Aos turistas interessa, pois se há um produto disponível no mercado, há um público interessado em consumir este produto, e por sua vez, surge um novo nicho de mercado turístico que precisa ser analisado e planejado.
Se entendemos o graffiti como arte, podemos considerar que este pode se adequar na tipologia ou no segmento do turismo cultural.  Ele ainda pode ser visto como um elemento que revitaliza o patrimônio arquitetônico (paredes, túneis, passagens, etc), tornando os locais mais agradáveis. 
O graffiti seria um atrativo que mostra a identidade do local, pois o traço dessa arte muda de artista para artista e de local para local. É uma manifestação artística e expressão de identidade de um grupo social
A entrada do graffiti em galerias e museus abre uma nova oportunidade para ele atingir um maior público. Museus e galerias sempre atraíram grande número de turistas e a entrada do graffiti nesses ambientes é mais um ponto alto para que ele seja um atrativo.
Ele tem potencial para ser um atrativo turístico democrático, pois se encontra nas ruas, sendo de fácil acesso a toda a sociedade e tem gerado um fluxo de pessoas que o buscam. Com um público engajado nas questões sociais e artísticas, o graffiti tem fortes chances de ser o novo atrativo turístico dos grandes centros urbanos, propondo uma nova revolução no campo das artes e no turismo.
Eu tinha pensado em falar um pouco sobre  a história do graffiti, mas esse post já está muito grande, é melhor deixar para um próximo. Espero que tenham gostado um pouco do apresentado e que dêem mais valor aos muros quando passarem por um.