terça-feira, 19 de abril de 2011

Reflexões na madrugada

Não precisa rimar, precisa sentir
Fluir, diluir, se deixando levar
Sem dor, sem cor, sem o amar
Efêmero amar... Suave sabor de saudade no ar
Seu gosto dói, mas é bom quando a lembrança se reconstrói
E se perde no tempo de novo, distante a sonhar
Aliás... lembro do tempo que sabia o que era sonhar
Sobram hoje tempos turvos de tórrida tempestade
Mas eu tento e consigo continuar
mesmo que me fraqueje o andar
e minha boca não consiga salivar
E que pense que pra sonhos não mais tenho idade
e que das coisas não sinto a intensidade
Ainda assim caminho rumo ao fim, ou seria um começo?
Começo do novo, começar de novo
Fecho o ciclo, saudade, tempo, sonho e mito
Mas a verdade é que o ciclo nunca se fecha,
apesar desses versos terem chegado ao fim.


Igor Freitas e Fernanda Figueira

(Poema feito por mim e Igor Freitas)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Sobre o acordar

Acordei, mas meu corpo ainda parece estar adormecido. Meus olhos estão abertos, mas minhas pálpebras pesam. Pensei ter tido um sonho, mas acho que foi só uma ilusão. A verdade é que o corpo pesa e a mente também. Cada passo dado torne-se um grande esforço. Olhares são cada vez mais sem rumo e isso faz dos passos sem rumo também. Os rostos me parecem todos iguais. Não distingo mais o diferente. Não sei o que é a dor, mas também não sei o que é o amor. E mesmo diante disso tudo, sigo.