domingo, 6 de novembro de 2011

Dia de tirar o casaco de flanela do armário - PJ20

Acabo de chegar do show do Pearl Jam, 06/11/11, Rio de Janeiro, Apoteose. Nunca fiz um post no blog sobre um show, mas como esse blog é só "Mais espaço pra mim" e esse show me inspirou muito, resolvi me desafiar a falar de um show pela primeira vez na vida.

Começou com a faixa "Unthought Known", a princípio calma, mas logo encorpada. Ela veio para nos avisar: "O Pearl Jam está no palco! Sim, essa é a voz do Eddie Vedder!". Que voz! Uma das vozes mais bonitas, peculiares e marcantes do rock de todos os tempos (deixo claro que é uma opinião minha). Em seguida contamos com "Last Exit" e "Blood" que nos lembram que estamos num show de grunge. Aliás, quantos grunges! Onde eles se escondem? Questionamentos que fizemos ao chegar no ambiente. Voltando ao show, aparece "Corduroy", "Given To Fly", "Nothingman", "Faithful" e pra levar a galera ao delírio como primeiro vestígio do álbum "Ten" surge "Even Flow"! Ai aquela velha frase vem a sua cabeça "Grunge is not dead!"

 "Daughter", sua linda! Essa música veio pra me deixar mais feliz do que eu já estava.  "Habit", "Immortality" (linda),  "The Fixer",  "Got Some" e você não consegue deixar de ficar encantado por um segundo. "Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town", ai você pensa que vai morrer de vez! Como se não bastasse, começa "Why Go", nessa hora pulos e delírios por toda parte. E então "Rearviewmirror". Esqueci de comentar o quão simpático é o Eddie Vedder e o quão fofo foi falando quase tudo em português. No início do show ele diz "Oi! Oi galera!". 

"Just Breathe" e "Come Back" e muita gente emocionada. Agora Pearl Jam vem nos brindar com Ramones, "I Believe In Miracles"... Acho que esse dia fez com que eu realmente começasse a acreditar em milagres. "State Of Love And Trust" e sua gostosa batidinha no violão inicial e "Of The Earth"com empolgação e mais empolgação!

Nesse momento começa uma sequência mortífera: "Do The Evolution" (me remete a coisas boas do passado), a tão aclamada "Jeremy" e você vê seu amigo entrando em transe. Pós-Jeremy sinto algo estranho, penso e comunico: "Não sei o que vai acontecer, mas tô sentindo que vou entrar em transe AGORA, tô com uma sensação estranha, algo bizarro ocorrerá." E então começa "MOTHER" do Pink Floyd!!!!!!! Minha relação com o prog é realmente fora do comum. Eu o sinto. Não fui pra esse show esperando por isso, Pearl Jam me deu mais do que eu esperava! E então entra em cena a maravilhosa "Better Man" e a emoção vem a flor da pele, as lágrimas começam a rolar, todos cantam e você pensa como a vida é algo especial e como momentos como aquele devem ser preservados em sua memória até o fim de seus dias. Como se não bastasse, "Black" e ai surgem os arrepios. Coro mais lindo e afinado que já vi. "Alive"! Sim, cheguei nessa parte do show e "I'm still alive". E "Rockin´ in a Free World", música do querido Neil Young que amo de paixão e já rolou muitas e muitas vezes no meu som. "Indifference" para apreciar e sentir a bela voz de novo. Essa música faz você "viajar", muita coisa passa pela sua cabeça. E pra fechar com chave de diamante "Yellow Ledbetter". Sensação de dever cumprido. Um domingo que deixou de ser um domingo e passou a ser um dia especial que será lembrado por todas as pessoas presentes na atmosfera Apoteose naquelas horas.

 Obrigada Pearl Jam.

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